Para quem estuda para concursos, os dois dias que antecedem a prova são, muitas vezes, mais desafiadores do que meses de estudo. É o momento em que a mente começa a pregar peças, a autoconfiança balança e o sono parece desaparecer. No entanto, o sucesso no dia do exame depende de um fator que vai além do conteúdo: o seu equilíbrio mental e emocional.
O segredo para essas últimas 48 horas não é tentar aprender o que não foi visto em meses, mas sim garantir que o seu cérebro esteja descansado para entregar o que já sabe, afirma Marco Brito, diretor pedagógico do curso CENTRAL DE CONCURSOS.
Segundo ele, nestes últimos dias que antecedem a provas, estratégia agora é outra. "O foco deve ser a manutenção e o descanso. O candidato precisa entender que a preparação já foi feita. Agora é hora de gerenciar o nervosismo para não colocar tudo a perder", explica o especialista.
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Faltando apenas dois dias, o cérebro entra em um estado de alerta constante. Insistir em maratonas de estudo até a madrugada, poderá trazer como resultado o cansaço mental, que causa os famosos "brancos" na hora da prova.
A recomendação de Marco Brito é clara: opte por revisões leves. "Nada de mergulhar em matérias novas ou temas complexos que você nunca entendeu. Use esse tempo para olhar apenas o essencial: um prazo de lei, uma fórmula matemática simples ou aquele resumo que você mesmo fez. É uma forma de dizer ao cérebro que você está no controle", orienta.
A insônia é o maior temor do concurseiro. Mas forçar o sono nem sempre funciona: é preciso preparar o terreno para ele. Veja como garantir uma noite mais tranquila:
- Desligue o "Modo Prova" – Pelo menos duas horas antes de deitar, pare de falar sobre o concurso. Evite grupos de WhatsApp de candidatos, que costumam estar cheios de boatos e ansiedade coletiva.
- Crie um ambiente de calma – O celular é o maior vilão. A luz da tela avisa ao seu cérebro que ainda é dia. Troque o feed das redes sociais por um livro leve ou uma música relaxante.
- O truque do papel – Se os pensamentos sobre a prova não pararem, levante-se e escreva tudo o que te preocupa em um papel. Ao "tirar" o medo da cabeça e colocá-lo no papel, você dá ao cérebro a sensação de que aquela pendência foi registrada, permitindo que ele relaxe.
O que fazer na véspera de prova?
No sábado que antecede a prova, a dúvida é cruel: devo estudar ou descansar? A resposta, segundo Marco Brito, é a seguinte: depende do seu nível de estresse.
"O ideal é não exagerar. Se o candidato não estiver muito ansioso, uma revisão rápida em um evento de 'aulão' pode ajudar a dar segurança. Mas, se ele já se sente exausto, Um filme, um encontro com a família ou uma caminhada leve podem fazer mais pela sua aprovação do que dez horas de leitura desesperada na véspera", recomenda.
Já no dia da prova, se o nervosismo bater forte na hora de abrir o caderno de questões, pare tudo por 30 segundos. Não tente lutar contra o sentimento. Apenas respire fundo e devagar pelo nariz, soltando o ar pela boca. Isso avisa ao seu corpo que não há perigo real ali, ajudando o batimento cardíaco a voltar ao normal e a memória a funcionar melhor.
A aprovação é uma maratona, e você já percorreu quase todo o caminho. Nessas últimas 48 horas, trate-se com gentileza. Como lembra Marco Brito, a prova é apenas o fechamento de uma etapa. “Vá com a mente leve, confie no que você construiu e lembre-se: um candidato descansado sempre leva vantagem sobre um candidato exausto”, finaliza.
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