O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avalia a possibilidade de integrar a próxima edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), prevista para 2025. A informação foi confirmada pela Assessoria de Comunicação da autarquia na tarde desta segunda-feira, 14 de abril.

“Sim, o INSS estuda a possibilidade de adesão ao Concurso Público Nacional Unificado, mas ainda não há confirmação”, afirmou o órgão, em nota.

A expectativa é de que o novo concurso INSS ofereça cerca de mil vagas para o cargo de analista do seguro social, função que exige nível superior de formação.

Vale lembrar que, em janeiro deste ano, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, chegou a manifestar interesse em ver um novo edital publicado até julho de 2025. No entanto, o próprio INSS esclareceu posteriormente que, ao contrário do declarado pelo ministro, a expectativa é que os procedimentos internos para a realização do concurso comecem apenas a partir dessa data.

Caso a adesão ao CNU seja confirmada, todo o processo seletivo ficará sob responsabilidade do Ministério da Gestão e Inovação (MGI), que coordena a iniciativa apelidada de “Enem dos Concursos”, modelo que visa unificar seleções públicas para diversos órgãos federais.

CNU 2025 já foi confirmado por ministra

A edição de 2025 do Concurso Nacional Unificado já está oficialmente confirmada pelo Governo Federal. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou que os preparativos seguem em ritmo acelerado, com a equipe da pasta focada na elaboração do termo de referência — documento essencial que servirá de base para a contratação da banca organizadora.

A próxima etapa será a realização de uma chamada pública, por meio da qual será escolhida a instituição responsável pela aplicação das provas. A expectativa é de que o processo de seleção da banca tenha início ainda em abril.

De acordo com Dweck, as definições finais em torno do novo CNU serão tomadas em conjunto com a Casa Civil e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Então, eu quero bater de tudo com a Casa Civil e com o presidente (Lula). Mas ainda no início de abril, na primeira quinzena, a gente já deve anunciar", afirmou a ministra.

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Na primeira edição do concurso unificado, realizada em 2024, a banca organizadora foi a Fundação Cesgranrio. Apesar da nova chamada pública, a fundação poderá participar novamente do processo seletivo para conduzir a edição de 2025, caso apresente proposta.

Segundo Esther Dwec, a princípio, as taxas de inscrição do CNU 2025 deverão ser as mesmas da primeira edição. Ou seja, R$60, para cargos de nível médio, e R$90, para os de nível superior.

"Mas a nossa expectativa é manter o valor das inscrições, porque a gente achou que foi um valor justo, que atraiu muita gente. E a gente sabe que tem as isenções, mas quem está acima da isenção muitas vezes não é que tem muito mais renda do que quem está dentro da isenção. Então, a gente acha que conseguir fazer uma taxa de inscrição abaixo da média foi um fator importante".

A ministra também pretende manter a divisão das vagas por meio de blocos temáticos, assim como as 228 cidades de aplicação das provas. No entanto, uma das novidades poderá ser a aplicação das provas em dois dias e não mais em uma única data.

Outros órgãos querem aderir ao CNU

Embora o número de vagas e a lista completa de órgãos participantes ainda não tenha sido divulgada, algumas instituições que já receberam autorização para abrir concursos confirmaram sua adesão ao CNU deste ano. São elas:

Ministério da Saúde, por sua vez, informou que está avaliando a possibilidade de participar do concurso, sendo que a pasta possui autorização para preencher até 319 vagas efetivas.
Além disso, a carreira de analista-técnico administrativo (ATA), já com autorização para 28 vagas, também fará parte da seleção.

É importante observar que outros órgãos que receberão autorização para novos concursos em 2025 poderão ou não manifestar interesse em integrar o CNU deste ano. 

A 1ª edição do CNU, que reuniu 2,1 milhões de candidatos, ofereceu 6.640 vagas em diversos cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, abrangendo dezenas de órgãos e ministérios.

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