Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo nesta segunda-feira, 24, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, revelou que busca orçamento para, pelo menos, dobrar o número de vagas já autorizadas para concursos federais em 2023.
De acordo com a ministra, a intenção é abrir de 8 mil a 10 mil vagas a mais ainda este ano. Nesse quantitativo, não estariam incluídos os institutos federais, universidades e concursos militares, que têm uma lógica diferente.
Esse quantitativo a mais de vagas ainda este ano seria possível caso o Ministério do Planejamento aprove a antecipação do orçamento que seria de 2024, de forma que mais servidores ingressem ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
"Se o concurso for no ano que vem, a pessoa poderá entrar só lá em 2025, faltando apenas dois anos para o fim dessa gestão. Não está certo ainda, porque não sentei com a ministra (do Planejamento) Simone Tebet, mas tento antecipar uma parte", afirmou a ministra Esther Dweck.
Mais de 2 mil vagas foram já foram autorizadas
No último dia 18 de julho, durante coletiva de imprensa em Brasília, a ministra Esther Dweck anunciou a autorização de mais 2.480 vagas em concursos públicos, além de provimento de outras 546 vagas em certames já realizados.
Alguns os órgãos e ministérios que receberam autorização para abrir concursos foram os seguintes:
- ANA – 40 vagas;
- Anac – 70 vagas;
- Anatel – 50 vagas;
- Aneel – 40 vagas;
- ANS – 35 vagas;
- Antaq – 30 vagas;
- ANTT – 50 vagas;
- Anvisa – 50 vagas;
- Banco Central – 100 vagas;
- CVM – 60 vagas;
- IBGE – 895 vagas;
- Ipea – 80 vagas;
- MDCI (analista de controle externo) – 50 vagas;
- Ministério da Fazenda (auditor-fiscal federal de controle) – 40 vagas;
- Ministério da Gestão (Analista de políticas sociais) – 500 vagas;
- Ministério da Gestão (Analista de políticas públicas e gestão governamental) – 150 vagas
- Ministério da Justiça e Segurança – 100 vagas;
- Ministério do Planejamento e Orçamento (Analista de planejamento e orçamento) – 100 vagas;
- Previc - 40 vagas.
Já o provimento de 546 vagas, em concursos realizados, abrange os seguintes órgãos:
- ICMBio – 160 vagas;
- Ibama – 257 vagas;
- Iphan – 102 vagas;
- ANM – 27 vagas.
Desse total de concursos anunciados, alguns já tiveram as autorizações publicadas no Diário Oficial da União, no último dia 19 de julho. As publicações trazem não só a distribuição das vagas pelos órgãos como, também, o quantitativo por cargo.
As autorizações indicam que os editais precisam ser divulgados em um prazo de até seis meses, ou seja, até o dia 19 de julho.
VEJA PORTARIAS QUE AUTORIZAM VÁRIOS CONCURSOS FEDERAIS
Veja a seguir a distribuição das vagas por órgão e cargos:
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
- Especialista em regulação de recursos hídricos e saneamento básico (nível superior) – 40 vagas;
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)
- Especialista em regulação de serviços de transportes aquaviários (nível superior) – 30 vagas;
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
- Especialista em regulação de serviços públicos de energia (nível superior) – 40 vagas;
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
- Especialista em regulação de serviços de transportes terrestres (nível superior) – 50 vagas;
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
- Especialista em regulação de saúde suplementar (nível superior) – 35 vagas;
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
- Especialista em regulação em aviação civil (nível superior) – 70 vagas.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Técnico em informações geográficas e estatísticas (nível médio) – 300 vagas;
- Pesquisador em informações geográficas e estatísticas (nível superior) – oito vagas;
- Tecnologista em informações geográficas e estatísticas (nível superior) – 312 vagas;
- Analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas (nível superior) – 375 vagas;
Comissão de Valores Mobiliário (CVM)
- Analista (nível superior) – 40 vagas;
- Inspetor (nível superior) – 30 vagas;
Banco Central (Bacen)
- Analista (nível superior) – 100 vagas;
Ministério da Fazenda
- Auditor federal de finanças e controle (nível superior) – 40 vagas;
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic)
- Analista de comércio exterior (nível superior) – 50 vagas;
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)
- Especialista em políticas públicas e gestão governamental (nível superior) – 150 vagas;
Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)
- Analista técnico administrativo (nível superior) – 100 vagas;
Diversos ministérios
Ministério da Educação (MEC)
- Analista técnico de políticas sociais (nível superior) – 70 vagas;
Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)
- Analista técnico de políticas sociais (nível superior) – 30 vagas;
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)
- Analista técnico de políticas sociais (nível superior) – 40 vagas;
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)
- Analista técnico de políticas sociais (nível superior) – 360 vagas;
Já para provimento, o MGI liberou 102 vagas no Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
- Auxiliar institucional I (nível médio) – 32 vagas;
- Técnico I – (nível superior) – 44 vagas;
- Analista I (nível superior) – 26 vagas.
Mais de 4 mil vagas foram autorizadas em junho
Vale lembrar que, em junho, a ministra Esther Dweck anunciou um pacote de concursos para 4.436 vagas, distribuídas da seguinte forma:
- Ministério do Trabalho: 900 vagas para auditor-fiscal do trabalho;
- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: agente de atividades agropecuárias (100 vagas autorizadas); agente de inspeção (100); auditor-fiscal (200); e (técnico de laboratório (40);
- Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet): analista em ciência e tecnologia (40) e tecnologista (40);
- Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra): analista administrativo (137 vagas); analista em reforma e desenvolvimento (446); e engenheiro agrônomo (159);
- Ministério da Educação: técnico em assuntos educacionais (220 vagas);
- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP): Pesquisador-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais (50 vagas);
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): analista em ciência e tecnologia (50 vagas);
- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): especialista em financiamento (100 vagas);
- Ministério das Relações Exteriores (MRE): oficial de chancelaria (50 vagas em concurso + 50 em cadastro de reserva);
- Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): analista (40 vagas); pesquisador (40); e tecnologista (40);
- Inmetro: analista executivo (40 vagas) e pesquisador (60).
- Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): analista administrativo (50 vagas); e analista em infraestrutura (50);
- Agência Nacional de Mineração (provimento adicional): especialista em recursos minerais (24 vagas);
- Ministério de Minas e Energia (MME)/ Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE): administrador (30 vagas);
- Carreiras Transversais: 600 vagas para analista de infraestrutura (300 vagas e analista em tecnologia (300 vagas);
- CNPQ: analista em ciência e tecnologia (50 vagas);
- Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam): analista em ciência e tecnologia (50 vagas);
- Ministério da Saúde - CPST e C&T: tecnologista (220 vagas);
- Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): analista de gestão em saúde (100 vagas); pesquisador em saúde pública (100); e tecnologista em saúde pública (100).
Em abril, o governo já tinha autorizado concurso para 814 vagas no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e, em maio, para 502 vagas na Fundação Nacional do índio (Funai).
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