O cenário para a realização de um novo concurso INSS tornou-se muito mais próximo. A expectativa dos futuros candidatos aumentou significativamente após o envio, ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), de um novo pedido de certame para 10 mil vagas, sendo 8.501 destinadas exclusivamente à carreira de técnico do seguro social, de nível médio.
Além disso, no início deste mês, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Ana Cristina Silveira, anunciaram o programa “Acelera INSS”, que prevê a contratação de novos servidores, por meio de concurso, para reduzir a fila de benefícios sociais.
Frente a isso, para quem almeja conquistar uma vaga técnico do seguro social, o momento de iniciar a preparação é agora. Segundo o diretor pedagógico da CENTRAL DE CONCURSOS, Marco Brito, a construção de uma base sólida antes da publicação do edital é o verdadeiro divisor de águas entre quem apenas compete e quem garante a posse e nomeação em um órgão público.
A abertura de um novo concurso INSS é respaldada por números alarmantes. Atualmente, a autarquia enfrenta um déficit superior a 20 mil servidores, sendo que mais de 90% dessa carência está concentrada justamente no cargo de técnico do seguro social.
O programa "Acelera INSS", que norteia essa nova fase, foi estruturado justamente para combater a volumosa fila de pedidos de benefícios em análise por meio de um conjunto de ações estratégicas. Como o plano prevê o reforço de pessoal como um de seus eixos centrais, a tramitação do novo pedido de concurso ganhou forte musculatura política e administrativa nas últimas semanas.
Diante dessa realidade, Brito enxerga que a abertura de uma nova seleção é inevitável para a sobrevivência operacional do órgão. A expectativa do especialista é de que o MGI conceda a autorização ainda este ano, pavimentando o caminho para que o edital seja publicado em 2027.
Programa anterior é a referência de estudo
Diante de uma estrutura de prova tradicionalmente complexa, a principal orientação de Marco Brito para os candidatos a técnico do seguro social é adotar o programa do último concurso INSS, realizado em 2022, como a referência de estudos.
"O conteúdo anterior é o mapa mais confiável que o estudante possui. Creio que o programa do novo concurso siga o padrão do certame de 2022, ocorrendo apenas alterações pontuais na matriz de disciplinas, com atualizações concentradas sobretudo na parte de Legislação Previdenciária", explica Brito.
A grande vantagem de iniciar a jornada de estudos de maneira antecipada reside justamente na capacidade de absorver o núcleo duro do edital com calma e profundidade. O especialista ressalta que, ao começar a preparação desde já, o futuro candidato elimina o desespero do pós-edital.
“Quando o novo concurso for aberto, aqueles que já cobriram a base do programa anterior poderão direcionar 100% da energia e do tempo apenas para as novidades e atualizações legislativas que forem inseridas no novo conteúdo programático”, destaca.
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Para além do planejamento cronológico, Marco Brito defende que o candidato precisa conhecer a fundo a estrutura da prova para desenhar uma estratégia de execução eficiente. O grande ponto de partida para o cargo de técnico é compreender o peso avassalador que o conteúdo de Conhecimentos Específicos possui no cômputo geral da nota.
No último concurso INSS, a disciplina de Legislação Previdenciária e de Seguridade Social sozinha correspondeu a quase 60% da prova objetiva, totalizando 70 dos 120 itens cobrados na prova.
Por essa razão, o especialista adverte que a matéria não pode ser tratada como apenas mais uma na rotina. Ela exige estudo diário, leitura exaustiva da literalidade da lei e uma compreensão clara de como a autarquia aplica essas regras na concessão prática de aposentadorias e auxílios.
Estudo focado em uma banca ou de forma diversificada?
Outro fator crucial é a atenção ao modelo de correção e ao perfil da organizadora. Brito recomenda que, desde já, os futuros candidatos estudem direcionados ao perfil de provas do concurso INSS, instituição que comandou os últimos certames do órgão.
“O Cebraspe é uma banca que penaliza o candidato que erra um item da prova. Por isso, é preciso de estratégia para fazer as avaliações desta instituição. O ideal é evitar o ‘chute’. Na dúvida de uma resposta, a melhor opção tende a ser deixar a questão em branco”.
No entanto, como ainda não há garantia de que o Cebraspe executará o novo concurso INSS, o especialista ressalta que é fundamental os futuros candidatos também dedicar uma parte do tempo à resolução de provas de outras grandes bancas do país, como a FGV, a FCC e a Cesgranrio.
“O aluno pode direcionar o estudo para o Cebraspe, mas não pode se prender apenas a essa banca. O treino diversificado evita que o aluno fique engessado em apenas um estilo de organizadora e garante que ele saiba lidar com diferentes níveis de cobrança caso haja uma mudança de banca. Para analista do seguro social, por exemplo, o último concurso aconteceu no ano passado, por meio do CNU 2, que teve a FGV como banca”.
Por fim, acumular conhecimento teórico perde o sentido se o candidato não souber gerenciar o relógio no dia do exame. No concurso de 2022, os candidatos a técnico do seguro social tiveram três horas e meia para realizarem as 120 questões, um ritmo que exige rapidez e estabilidade emocional.
Por isso, a recomendação do especialista para os futuros candidatos do concurso INSS é a realização de simulados mensais rigorosos, reproduzindo fielmente as condições reais do ambiente de prova, sem interrupções ou consultas a materiais de apoio.
"A preparação para o INSS é uma maratona de regularidade. Os candidatos que garantiram as melhores colocações no passado foram aqueles que começaram a estudar quando o cenário ainda era de especulação. Esperar o edital ser publicado para abrir os livros, em um concurso desse tamanho, é um risco que nenhum estudante sério deve correr", finaliza Marco Brito.
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