Após a autorização para a contratação de 39.108 servidores temporários, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deu início aos trâmites para a escolha da banca organizadora do novo concurso IBGE. A empresa contratada ficará responsável pelo recebimento das inscrições e pela aplicação das provas aos candidatos.

Com o aval concedido pelo Governo Federal em dezembro, as equipes técnicas do Instituto passaram a elaborar o projeto básico da seleção. O documento reúne as principais diretrizes do concurso, como número de vagas, cargos, requisitos, etapas do processo seletivo e previsão de cronograma, funcionando como referência para a elaboração do edital.

Concluída essa etapa, o projeto básico é encaminhado às bancas interessadas, que apresentam propostas técnicas e comerciais. A contratação costuma recair sobre a instituição que atende aos critérios exigidos e oferece a melhor relação custo-benefício.

De acordo com informações internas, a expectativa do IBGE é finalizar o projeto básico e concluir o processo de escolha da banca ainda em janeiro.

Vagas, cargos e escolaridade

As vagas temporárias autorizadas serão destinadas à execução do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e do Censo da População em Situação de Rua. As oportunidades abrangem atividades que vão do planejamento técnico à coleta, supervisão e processamento de dados em todo o país.

A distribuição prevista por cargo é a seguinte:

  • Recenseador – 27.330 vagas;
  • Agente censitário supervisor – 4.142 vagas;
  • Agente operacional regional – 1.286 vagas;
  • Agente censitário regional – 1.286 vagas;
  • Agente censitário administrativo – 1.432 vagas;
  • Agente censitário de informática – 1.446 vagas;
  • Agente censitário de qualidade – 1.165 vagas.

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Para o cargo de recenseador, será exigido ensino fundamental completo. As funções de agente censitário e agente operacional requerem nível médio, enquanto o cargo de analista censitário demanda formação de nível superior. Até o momento, o IBGE não divulgou informações sobre remuneração nem sobre a lotação dos aprovados.

Tradicionalmente, os concursos do Instituto têm caráter regionalizado, com vagas distribuídas por diferentes estados e municípios. O cargo de recenseador concentra a maior parte das oportunidades, em razão da necessidade de atuação direta na coleta de dados em campo.

Segundo o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a prioridade reflete a dimensão estratégica dos levantamentos.

“A maior parte dessas vagas será destinada à função de recenseador, responsável pela coleta de dados em campo, refletindo a importância de mapear tanto o setor agropecuário quanto a realidade das pessoas em situação de rua. Esses censos são fundamentais para subsidiar políticas públicas nas áreas rural, ambiental e de assistência social”, afirmou.

Edital deve sair até junho de 2026

O IBGE tem prazo de até seis meses, contados a partir da publicação da portaria autorizativa em 17 de dezembro, para divulgar o edital do processo seletivo. Dessa forma, o documento deverá ser publicado até junho de 2026.

Caso os preparativos avancem dentro do cronograma, há possibilidade de o edital ser lançado antes do prazo máximo. Ainda não está definido se todas as vagas constarão em um único edital ou se haverá publicações separadas.

Os aprovados no concurso IBGE serão contratados por tempo determinado, conforme prevê a Lei nº 8.745/1993, com remuneração estabelecida de acordo com a complexidade e a relevância das funções.

Para o coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros, a autorização representa um passo importante para a estruturação do Instituto. “A contratação de quase 40 mil pessoas permitirá organizar a força de trabalho necessária para a execução das atividades de campo, garantindo cobertura nacional, qualidade técnica e cumprimento dos prazos dos levantamentos”, destacou.

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