Após a ministra Esther Dweck anunciar a autorização de diversos concursos federais para 2023, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) falou sobre a possibilidade de também conceder aval para um novo concurso Correios.
De acordo com o MGI, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem uma importante função social e logística eficiente em virtude da sua capilaridade em todo o território nacional.
"Os Correios são uma empresa fundamental para a integração do país, presente em todos os municípios brasileiros, sendo, em muitos desses municípios que não possuem agências bancárias, a única instituição a atender moradores e negócios locais", disse a pasta.
E é justamente por conta de sua importância para o atual governo que o Ministério da Gestão e da Inivação em Serviços Públicos não descarta o aval para um novo concurso Correios.
"A ministra da Gestão Esther Dweck já declarou publicamente que novos concursos vão ser avaliados durante os próximos anos, levando em conta a dotação orçamentária a ser aprovada pelo Congresso Nacional", afirmou o MGI.
Ministra pretende abrir até 10 mil vagas a mais ainda este ano
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na última segunda-feira, 24, a ministra Esther Dweck revelou que busca orçamento para, pelo menos, dobrar o número de vagas já autorizadas para concursos federais em 2023.
De acordo com a ministra, a intenção é abrir de 8 mil a 10 mil vagas a mais ainda este ano. Nesse quantitativo, não estariam incluídos os institutos federais, universidades e concursos militares, que têm uma lógica diferente.
Esse quantitativo a mais de vagas ainda este ano seria possível caso o Ministério do Planejamento aprove a antecipação do orçamento que seria de 2024, de forma que mais servidores ingressem ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
"Se o concurso for no ano que vem, a pessoa poderá entrar só lá em 2025, faltando apenas dois anos para o fim dessa gestão. Não está certo ainda, porque não sentei com a ministra (do Planejamento) Simone Tebet, mas tento antecipar uma parte", afirmou a ministra Esther Dweck.
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Fentect afirma que novo Governo Federal se comprometeu com abertura de concurso
Em recente entrevista para o portal de notícias da CENTRAL DE CONCURSOS, o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, declarou que participou de reuniões com representantes da Diretoria Executivo de Brasília, e recebeu informações de que o órgão já planeja lançar um edital este ano, com oferta de até 5 mil vagas para cargos de nível médio e superior. A maior parte dessas vagas, segundo Rivaldo, será para o cargo de carteiro (nível médio).
Para que o concurso possa vir a ser aberto, é preciso que ele seja aprovado pelo presidente dos Correios e pelo ministro das Comunicações, Juscelino Filho, que, por sua vez, prometeu que iria se empenhar para fortalecer a estatal:
“A meta é reforçar o papel da empresa na oferta de cidadania como parceira dos programas sociais destinados à população carente e das regiões mais distantes através da sua incomparável capilaridade”, disse Filho, segundo publicação da Agência Brasil.
Outro fator mencionado pelo secretário-geral da Fentect, que favorece a abertura imediata do concurso Correios é que o Presidente Lula, durante campanha eleitoral, assinou uma “Carta de Compromissos” com o sindicato se comprometendo a tirar a empresa do programa de privatização (algo que aconteceu nos primeiros dias da nova gestão) e a realizar um novo concurso para a estatal.
O objetivo principal ao realizar esse concurso é repor as vacâncias existentes no órgão. Se há pouco mais de dez anos os Correios contavam com cerca de 128 mil funcionários, a ausência de concursos nesse período e as tentativas do Governo Federal de privatizá-la fez com que a autarquia perdesse quase 40 mil servidores, contando com pouco mais de 86 mil empregados na ativa.
Vagas para níveis médio e superior e ganhos de até R$7.857
No nível médio, o concurso Correios deverá contar com vagas para carteiro e agente comercial, operador de triagem, todos com exigência de nível médio. No entanto, Rivaldo da Silva disse que também deverão ser abertas oportunidades em vários cargos de nível superior, já que muitos funcionários saíram da empresa nos últimos anos.
Inclusive, o secretário-geral da Findect lembrou que os Correios possuíam, há pouco mais de dez anos, cerca de 128 mil funcionários. No entanto, com a falta de concursos (o último aconteceu em 2011) e como o interesse do governo anterior era privatizar a empresa, hoje a estatal tem pouco mais de 89 mil empregados na ativa.
Segundo informações passadas pela Findect, os vencimentos iniciais oferecidos pelos Correios são de R$2.179,25, para cargos de nível médio, e de R$6.333,54, para os de nível superior. Os funcionários recebem vale-cesta, de R$295,77, e vale-refeição/alimentação, que pode ser de R$1.039,50 (para quem trabalha cinco dias na semana) ou de R$1.228,50 (para quem trabalha seis dias na semana). Todos também têm direito a vale-transporte e plano de saúde.
Dessa forma, as remunerações (soma dos vencimentos, cesta-alimentação e vale-refeição/alimentação) podem ser as seguintes:
NIVEL MÉDIO
- Cinco dias de trabalho – R$3.514,52
- Seis dias de trabalho – R$3.703,52
NÍVEL SUPERIOR
- Cinco dias de trabalho – R$7.668,81
- Seis dias de trabalho – R$7.857,81
Saiba como foi os últimos concursos dos Correios
Os Correios não repõem o seu quadro de pessoal desde 2011, quando lançou um edital com quase 10 mil oportunidades de trabalho para os cargos de carteiro, atendente comercial, operador de triagem e transbordo, sendo distribuídas entre várias diretorias gerais espalhadas pelos 26 estados do país e no Distrito Federal.
Os candidatos da época foram avaliados por meio de provas objetivas (aplicada para todos os cargos), e avaliação da capacidade física laboral, (somente para carteiro e operador de triagem e transbordo), todas elas sob a organização do Cebraspe (antigo Cespe/UnB).
Depois desse, os Correios não teve mais nenhum concurso público autorizado. O último pedido feito pelo órgão foi registrado em 2016, quando se pretendia preencher 2 mil vagas de carteiro e operador de triagem, com oportunidades abrangendo 11 estados (incluindo o Rio de Janeiro) e o Distrito Federal. Os Correios chegaram até a iniciar o processo para a contratação da organizadora, mas o concurso acabou não saindo do papel.
Em 2017, chegou a ser aberto um concurso Correios com 88 vagas para a área de Segurança do Trabalho, abrangendo cargos dos níveis médio/técnico e superior.
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