Um dos concursos públicos considerados mais urgentes para o país e que tem ganhado força no início deste ano é o dos Correios, especialmente depois que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou a empresa do projeto de privatizações iniciado pela gestão passada da União. Segundo a própria autarquia, a abertura desse novo edital está em tratativas internas do Ministério do Planejamento e que “irão se pronunciar, quando oportuno”.

A pasta comandada pela senadora Simone Tebet tem como principal função planejar a administração governamental, bem como os custos e a viabilidade orçamentária para a realização de projetos, como a abertura de concursos públicos.

Além de passar pelo crivo do Ministério do Planejamento, a abertura do concurso Correios também está condicionado à avaliação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que é o responsável por autorizar a abertura de novos certames.

A questão acerca da negociação de reajuste salarial de servidores, lançamento de novos concursos públicos, reforma administrativa, entre outras, foi abordada, inclusive, em reunião realizada na última quinta-feira, dia 26, entre a ministra da Gestão, Esther Dwech, e secretários, assessores e dirigentes para fechar o planejamento dos 100 primeiros dias do Governo Lula.

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Fentect afirma que novo Governo Federal se comprometeu com abertura de concurso

Em recente entrevista para o portal de notícias da CENTRAL DE CONCURSOS, o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, declarou que participou de reuniões com representantes da Diretoria Executivo de Brasília, e recebeu informações de que o órgão já planeja lançar um edital este ano, com oferta de até 5 mil vagas para cargos de nível médio e superior. A maior parte dessas vagas, segundo Rivaldo, será para o cargo de carteiro (nível médio).

A reportagem da CENTRAL DE CONCURSOS entrou em contato com a Assessoria de Imprensa dos Correios para confirmar se, realmente, a estatal planeja abrir um concurso este ano, porém, até o momento, não obteve retorno.

Para que o concurso possa vir a ser aberto, é preciso que ele seja aprovado pelo futuro presidente dos Correios, que ainda será definido, e pelo ministro das Comunicações, Juscelino Filho, que, por sua vez, prometeu que iria se empenhar para fortalecer a estatal:

“A meta é reforçar o papel da empresa na oferta de cidadania como parceira dos programas sociais destinados à população carente e das regiões mais distantes através da sua incomparável capilaridade”, disse Filho, segundo publicação da Agência Brasil.

Outro fator mencionado pelo secretário-geral da Fentect, que favorece a abertura imediata do Concurso Correios é que o Presidente Lula, durante campanha eleitoral, assinou uma “Carta de Compromissos” com o sindicato se comprometendo a tirar a empresa do programa de privatização (algo que aconteceu nos primeiros dias da nova gestão) e a realizar um novo concurso para a estatal.

O objetivo principal ao realizar esse concurso é repor as vacâncias existentes no órgão. Se há pouco mais de dez anos, os Correios contavam com cerca de 128 mil funcionários, a ausência de concursos nesse período e as tentativas do Governo Federal de privatizá-la, fez com que a autarquia perdesse quase 40 mil servidores, contando com pouco mais de 89 mil empregados na ativa.

Saiba como foi o último concurso Correios

Os Correios não repõem o seu quadro de pessoal desde 2011, quando lançou um edital com quase 10 mil oportunidades de trabalho para os cargos de carteiro, atendente comercial, operador de triagem e transbordo, sendo distribuídas entre várias diretorias gerais espalhadas pelos 26 estados do país e no Distrito Federal.

Os candidatos da época foram avaliados por meio de provas objetivas (aplicada para todos os cargos), e avaliação da capacidade física laboral, (somente para carteiro e operador de triagem e transbordo), todas elas sob a organização do Cebraspe (antigo Cespe/UnB).

Depois desse, os Correios não teve mais nenhum concurso público autorizado. O último pedido feito pelo órgão foi registrado em 2016, quando se pretendia preencher 2 mil vagas de carteiro e operador de triagem, com oportunidades abrangendo 11 estados (incluindo o Rio de Janeiro) e o Distrito Federal.  Os Correios chegaram até a iniciar o processo para a contratação da organizadora, mas o concurso acabou não saindo do papel.

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