No dia 19 de março, os candidatos a auditor-fiscal e analista-tributário da Receita Federal além de se preocuparem em acertar as 140 questões da prova objetiva, eles ainda passarão pela temida prova discursiva. Esse é o tema do segundo episódio da segunda temporada do podcast Central do Concurseiro.
A convidada da vez é a professora Cláudia Barbosa, especialista não somente em Língua Portuguesa, mas também em Redação e Interpretação Textual. Ela explica que o medo da prova de redação em concursos públicos tem origem na vida escolar, onde se privilegiou mais o ensino da gramática, o que justifica o erro comum dos concurseiros de priorizarem essa parte da Língua Portuguesa e abandonarem a prática através da produção textual.
E sabendo que a prova discursiva da Receita Federal será elaborada pela Fundação Getúlio Vargas, considerada uma das bancas mais difíceis do ramo, os candidatos não podem se dar luxo de não praticar:
“Toda prova objetiva já vem gabaritada. Basta o candidato estudar todo o edital que é só ir lá e fazer o gol. Na discursiva, não. É nela que você descobre quem é o concurseiro profissional, e nós examinadores sabemos disso, pois quando queremos ‘cortar cabeças’ em um concurso, basta colocar redação”, afirma a professora.
Ela esclarece ainda que a expectativa é de que a FGV cobre que os candidatos produzam redações com um número relativamente pequeno de linhas, pois aqueles que tem a capacidade de resumir muitas informações em poucas palavras no texto demonstram que têm domínio na matéria e, em consequência disso, possuem mais chances de avançar no concurso.
Por isso, uma dica principal deixada para os candidatos a auditor-fiscal e analista-tributário é elevar o repertório de palavras através de provas anteriores da FGV e fazer muita leitura:
“Na dificuldade de entender o tema da redação, corte o tema em pedacinhos e vai por partes, pois você não pode errar, ali é o momento mais sério da prova. Depois de entender o tema, você tem que definir como vai se posicionar. Vai defender ou vai condenar? Estabeleceu sua tese? E depois de ampliar o próprio vocabulário, conhecendo o jargão da FGV, você tem que tomar cuidado com a interpretação. Lê com comprometimento, pois quem entende, defende. Saberá falar sobre o tema”, finaliza a professora.
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