O novo Concurso Nacional Unificado (CNU 2025) está confirmado, mas seus avanços dependem da validação política pela Casa Civil, conforme informações de fontes do Governo Federal.
A Casa Civil tem o papel de assessorar o presidente da República e coordenar as ações do governo. Para que os preparativos do concurso prossigam, é necessário o aval da Casa Civil. Isso inclui, por exemplo, a escolha e a contratação da instituição responsável pela organização do certame.
Um dos obstáculos para o CNU 2025 foi a aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional, que finalmente foi validado no último dia 20 de março, após meses de adiamentos. No entanto, o orçamento ainda precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os recursos sejam distribuídos entre os ministérios.
Com os valores definidos, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) irá avaliar quais concursos federais poderão ser autorizados. A ministra Esther Dweck já indicou que as duas novas carreiras transversais do Executivo Federal receberão autorização para concurso: analista técnico de Justiça e Defesa e analista técnico de desenvolvimento socioeconômico, ambas de nível superior e com salários iniciais em torno de R$ 9 mil.
Conforme fontes do governo, os órgãos que receberem a autorização poderão participar do CNU 2025.
Seleção da banca organizadora para o CNU 2025
A escolha da banca organizadora do CNU 2025 será definida após a definição dos órgãos participantes e do número de vagas. A expectativa do governo é que esse processo seja concluído em abril.
Uma nova chamada pública será realizada para selecionar a banca que ficará responsável pela organização do concurso, permitindo que várias instituições se apresentem para o processo. A Fundação Cesgranrio, que organizou a primeira edição do CNU, ainda poderá ser escolhida, mas agora enfrentará concorrência de outras bancas.
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Com a definição da banca, o edital do concurso será finalizado e publicado no Diário Oficial da União. A ministra Esther Dweck havia mencionado a expectativa de divulgar o edital até o final de março, com provas previstas para agosto.
“A gente espera o edital até o finalzinho do primeiro trimestre. A prova, a gente gostaria de repetir em agosto. A ideia é fazer a prova no início do segundo semestre, já que agosto é o mês com menor incidência de chuvas no Brasil”, afirmou a ministra em participação no programa Bom dia, Ministra.
No entanto, devido ao atraso na aprovação do orçamento, o cronograma pode não ser cumprido, e o processo burocrático ainda está em andamento.
CNU 2025: saiba quem vai aderir
Embora o número de vagas e a lista completa de órgãos participantes ainda não tenha sido divulgada, algumas instituições que já receberam autorização para abrir concursos confirmaram sua adesão ao CNU deste ano. São elas:
- Fundação Biblioteca Nacional – 14 vagas;
- Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) – 20 vagas;
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) – dez vagas;
- Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – 28 vagas;
- Ministério da Fazenda – 30 vagas;
- Fundação Cultural Palmares – dez vagas.
O Ministério da Saúde, por sua vez, informou que está avaliando a possibilidade de participar do concurso, sendo que a pasta possui autorização para preencher até 319 vagas efetivas.
Além disso, a carreira de analista-técnico administrativo (ATA), já com autorização para 28 vagas, também fará parte da seleção.
É importante observar que outros órgãos que receberão autorização para novos concursos em 2025 poderão ou não manifestar interesse em integrar o CNU deste ano.
A 1ª edição do CNU, que reuniu 2,1 milhões de candidatos, ofereceu 6.640 vagas em diversos cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, abrangendo dezenas de órgãos e ministérios. As provas foram aplicadas em 228 cidades do país.
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