A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou que o governo federal abrirá de 9 a 10 mil vagas em novos concursos até 2026. Inclusive, ela informou que uma segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) deverá ser aberto em 2025 ou 2026.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, dia 4, em entrevista que a ministra concedeu ao jornal O Globo.
“No ano passado, autorizamos 9 mil vagas, exceto educação e militares, que têm regras próprias. E expectativa de, pelo menos, dobrar o número de vagas autorizadas, criar mais 9 mil ou até 10 mil até 2026, tanto em novos concursos quanto chamando excedentes de concursos já autorizados. Entre 18 mil e 20 mil é um número razoável de novas contratações. Estamos trabalhando, olhando o espaço orçamentário”, disse Esther Dweck, confirmando a segunda edição do CNU. “Provavelmente vai ser entre 2025 e 2026, tendo vagas suficientes para isso”.
Novos concurso devem ser autorizados a partir deste mês
Vale lembrar que no final do mês passado, em coletiva de imprensa para divulgar o número de inscritos e outros detalhes da primeira edição do concurso unificado, a ministra declarou que a partir deste mês novos concursos serão autorizados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Os concursos continuarão em 2024, mas o volume será inferior ao de 2023, já que o orçamento para este ano está mais apertado.
A ministra não informou quais concursos serão autorizados ao longo deste ano, mas são grandes as chances de, por exemplo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) serem contemplados. No caso do primeiro, a previsão é para a carreira de analista ambiental. Já para o segundo, para perito médico.
No que tange a reajuste salarial para os servidores, Esther Dweck, informou ao jornal O Globo que ainda não há previsão disso acontecer, por questões orçamentárias.
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“O impacto cheio dos 9% de reajuste do ano passado, com pagamento a partir de junho de 2023, está ocorrendo neste ano. Consome um espaço no Orçamento de mais de R$ 4 bilhões. Temos um orçamento da ampliação da folha de quase R$ 7 bilhões. Se a gente fosse dar um aumento linear, o percentual seria pequeno e beneficiaria quem ganha mais. Então optamos por direcionar para os benefícios, principalmente o auxílio-alimentação, que acaba beneficiando quem ganha menos. Porém, a partir de maio, se estiver confirmado excesso de arrecadação, parte disso seria para os servidores. Conseguimos com os ministérios da Fazenda e do Planejamento que os servidores civis tivessem 18% (de aumento no salário) ao longo dos quatro anos. Além dos 9% já anunciados, mais 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026. Com isso, terão os mesmos 18% que o Legislativo e o Judiciário tiveram, parcelado em três anos. Por enquanto, é o espaço fiscal que a gente tem”.
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