Em coletiva nesta sexta-feira, dia 3, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou o adiamento das provas do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), que estavam agendadas para domingo, dia 5 de maio.

O motivo para o adiamento das provas do CNU, em todo país, é a situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul, após fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias, trazendo mortes, desabrigados e muita destruição em várias cidades do estado.

Na coletiva, que contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, e outros representantes do governo, a ministra da Gestão se solidarizou com as vítimas do Rio Grande do Sul e disse que é inviável a aplicação das provas no estado.

"A conclusão que a gente teve hoje é que seria impossível realizar as provas no Rio Grande do Sul, seja pelos locais de prova afetados, seja pela impossibilidade de segurança na realização das provas, seja pelo risco de vida das pessoas que estariam envolvidas nesse processo."

A ministra Esther Dweck informou que não é possível ainda anunciar uma nova data para a aplicação das provas, o que deverá acontecer nas próximas semanais. 

"Não temos uma nova data. Eu quero deixar bem claro que a gente, nas próximas semanas, poderá divulgar uma nova data, mas nesse momento, toda a questão logística envolvida com a prova não nos permite, hoje, divulgar uma nova data com segurança", explicou.

A ministra da Gestão afirmou ainda que a decisão de adiar as provas em todo o país é uma forma de garantir equidade e isonomia a todos os candidatos, além de garantir segurança jurídica. 

Chamado de 'Enem dos Concursos', o CNU reúne 2.144.435 inscritos na disputa por 6.640 vagas em 21 órgãos e ministérios. A seleção tem organização do Ministério da Gestão em parceria com a Fundação Cesgranrio.

No Estado de São Paulo, há 223.485 inscritos

No Estado do SP, há 223.485 inscritos, que farão provas nas seguintes cidades:

  • Aracatuba – 3.606;
  • Bauru – 7.046;
  • Caçapava – 2.389;
  • Campinas – 15.383;
  • Guarulhos – 7.132;
  • Hortolândia – 1.576;
  • Itapeva – 1.147;
  • Jacareí – 1.326;
  • Marília – 3.610;
  • Mauá – 1.793;
  • Mogi Das Cruzes – 6.121;
  • Osasco – 9.527;
  • Paulínia – 1.772;
  • Piracicaba – 6.224;
  • Presidente Prudente – 5.097;
  • Ribeirão Preto – 14.224;
  • Santo André – 4.446;
  • Santos – 9.155;
  • São Bernardo Do Campo – 4.967;
  • São Caetano Do Sul – 2.301;
  • São Jose Do Rio Preto – 6.790;
  • São Jose Dos Campos – 9.326;
  • São Paulo – 88.050;
  • Sorocaba – 8.115;
  • Taboão Da Serra – 3.633;
  • Valinhos – 1.175;
  • Vinhedo – 2.521.

Quando forem aplicadas, os inscritos para os blocos de nível superior (1 a 7) responderão, no turno da manhã, a 20 questões objetivas sobre Conhecimentos Gerais e uma questão dissertativa de Conhecimento Específico. Os candidatos a cargos dos níveis médio e médio/técnico (bloco 8) farão 20 questões objetivas, além de uma redação. 

No turno da tarde, os candidatos dos blocos de nível superior (1 a 7), responderão a 50 questões objetivas de Conhecimentos Específicos. Enquanto os inscritos no bloco de nível médio farão mais 40 questões objetivas.

O concurso unificado contará ainda com avaliação de títulos, procedimento de heteroidentificação (candidatos negros), avaliação biopsicossocial (pessoas com deficiência) e, dependendo do cargo, curso de formação.

Vale lembrar que o concurso unificado também visará à formação de cadastro de reserva (CR), para ser utilizado durante o prazo de validade do certame, de um ano, podendo dobrar. Ao longo desse período, muitos aprovados poderão ser contratados.

Serão classificados para o CR do CNU o quantitativo de aprovados em duas vezes o número de vagas de cada bloco temático. As remunerações iniciais variam de R$4.666,24 a R$23.579,21.

Vídeo do YouTube · toque para carregar