As bancas organizadoras interessadas em ficar à frente do o Concurso Nacional Unificado (CNU) têm somente até esta quinta-feira, dia 26 de outubro, para enviar suas propostas. O prazo foi confirmado por fonte do Governo Federal. 

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, enviou o termo de referência (TR) do concurso às bancas organizadoras na semana passada. Esse documento atua como um guia para a elaboração do edital e inclui informações essenciais, como o número de vagas, cargos disponíveis, requisitos, estrutura das provas e um cronograma estimado.

Conforme declaração da ministra, o Cebraspe foi uma das organizadoras procuradas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Ela, no entanto, não revelou quais outras receberam o TR. Segundo a ministra, a banca organizadora deverá ser escolhida ainda este mês.

“A gente fez o termo de referência e enviou para todas as instituições que podem realizar este concurso. Não é só o Cebraspe, tem uma lista de instituições que têm capilaridade nacional e referência de fazer bons concursos. E a gente vai receber até semana que vem as propostas para fazer a seleção de quem, de fato, organizará o concurso", revelou a Esther Dweck, durante uma entrevista no programa Bom dia, ministra.

Cronograma prevê edital em dezembro

A princípio, o certame trará oferta de 6.640 vagas em 22 órgãos e ministérios, abrangendo diversos cargos dos níveis médio, técnico e superior. A ministra Esther Dweck disse que o edital sairá em dezembro e que as provas ocorrerão entre o final de fevereiro e março.

O cronograma divulgado pelo MGI, para o Concurso Nacional Unificado, é o seguinte:

  • Edital - dia 20 de dezembro
  • Provas - Até março de 2024
  • Resultado final - Até maio de 2024
  • Curso de formação (quando for cabível) - Até julho de 2024
  • Posse dos aprovados – Até agosto de 2024.

O  CNU tem como objetivo centralizar os concursos autorizados pelo Governo Federal neste ano, unificando a aplicação das provas em cerca de 180 cidades pelo país.

Essas avaliações serão compostas por provas objetivas – abrangendo um bloco comum a todos os candidatos e um bloco com abordando conhecimentos específicos – e provas discursivas (também tratando de temas específicos).

No entanto, dependendo do órgão e ministério, outras etapas poderão ser incluídas, tais como avaliação de títulos, prova oral, defesa de memorial, curso de formação e etc.

Provas serão aplicadas em 180 cidades

Concurso Nacional Unificado marca uma mudança fundamental na busca por democratizar o acesso ao serviço público, tornando as provas mais acessíveis e disponíveis. Elas serão aplicadas em 180 cidades do país.

Além disso, o CNU dará a possibilidade de um candidato concorrer a vagas em mais de um cargo e órgão, pagando apenas uma taxa de inscrição, ampliando assim as oportunidades de ingressar no serviço público federal.

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Todos os órgãos e ministérios que participarão do CNU serão distribuídos por blocos temáticos. Pela proposta inicial do governo, os eixos seriam os seguintes:

  • Administração e Finanças Públicas;
  • Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário;
  • Dados, Tecnologia e Informação Pública;
  • Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Políticas Sociais; Justiça e Saúde;
  • Setores Econômico, Infraestrutura e Regulação;
  • Trabalho e Previdência;
  • Nível intermediário.

Esses blocos temáticos foram definidos antes da confirmação dos órgãos e ministérios que participarão do CNU. Por isso, é possível que sejam alterados, já que muitos preferiram divulgar seus editais de forma isolada.

Veja lista de quem vai participar do CNU

Os 22 órgãos e ministérios confirmados no Concurso Nacional Unificado são os seguintes:

  • AGU (Advocacia Geral da União) – 400 vagas;
  • Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) – 40 vagas;
  • Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) – 30 vagas;
  • ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – 35 vagas;
  • Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) – 502 vagas;
  • IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – 895 vagas;
  • Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) – 742 vagas;
  • Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – 50 vagas.
  • Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) – 80 vagas;
  • Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) – 440 vagas;
  • MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – 900 vagas;
  • MS (Ministério da Saúde) – 220 vagas;
  • MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) – 110 vagas;
  • MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – 296 vagas;
  • MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) – 130 vagas;
  • MinC (Ministério da Cultura) – 50 vagas;
  • MEC (Ministério da Educação) – 70 vagas para ATPS;
  • MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) – 40 vagas;
  • MPI (Ministério dos Povos Indígenas) – 30 vagas;
  • MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) – 60 vagas;
  • MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais – 1.480 vagas;
  • Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) – 40 vagas.

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