A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou nesta quarta-feira, dia 18, que as principais organizadoras do país já foram contatadas para apresentarem, até a próxima semana (ou seja, até sexta, 27), suas propostas para realizarem o Concurso Nacional Unificado (CNU).
Seguindo o protocolo, a ministra enviou o termo de referência (TR) do concurso às bancas organizadoras. Esse documento atua como um guia para a elaboração do edital e inclui informações essenciais, como o número de vagas, cargos disponíveis, requisitos, estrutura das provas e um cronograma estimado.
Conforme declaração da ministra, o Cebraspe foi uma das organizadoras procuradas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Ela, no entanto, não revelou quais outras receberam o TR. Segundo a ministra, a banca organizadora deverá ser escolhida ainda este mês.
“A gente fez o termo de referência e enviou para todas as instituições que podem realizar este concurso. Não é só o Cebraspe, tem uma lista de instituições que têm capilaridade nacional e referência de fazer bons concursos. E a gente vai receber até semana que vem as propostas para fazer a seleção de quem, de fato, organizará o concurso", revelou a Esther Dweck, durante uma entrevista no programa Bom dia, ministra.
Cronograma prevê edital em dezembro
A princípio, o certame trará oferta de 6.640 vagas em 22 órgãos e ministérios, abrangendo diversos cargos dos níveis médio, técnico e superior. A ministra Esther Dweck disse que o edital sairá em dezembro e que as provas ocorrerão entre o final de fevereiro e março.
O cronograma divulgado pelo MGI, para o Concurso Nacional Unificado, é o seguinte:
- Edital - dia 20 de dezembro
- Provas - Até março de 2024
- Resultado final - Até maio de 2024
- Curso de formação (quando for cabível) - Até julho de 2024
- Posse dos aprovados – Até agosto de 2024.
O CNU tem como objetivo centralizar os concursos autorizados pelo Governo Federal neste ano, unificando a aplicação das provas em cerca de 180 cidades pelo país.
Essas avaliações serão compostas por provas objetivas – abrangendo um bloco comum a todos os candidatos e um bloco com abordando conhecimentos específicos – e provas discursivas (também tratando de temas específicos).
No entanto, dependendo do órgão e ministério, outras etapas poderão ser incluídas, tais como avaliação de títulos, prova oral, defesa de memorial, curso de formação e etc.
Provas serão aplicadas em 180 cidades
O Concurso Nacional Unificado marca uma mudança fundamental na busca por democratizar o acesso ao serviço público, tornando as provas mais acessíveis e disponíveis. Elas serão aplicadas em 180 cidades do país.
Além disso, o CNU dará a possibilidade de um candidato concorrer a vagas em mais de um cargo e órgão, pagando apenas uma taxa de inscrição, ampliando assim as oportunidades de ingressar no serviço público federal.
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Todos os órgãos e ministérios que participarão do CNU serão distribuídos por blocos temáticos. Pela proposta inicial do governo, os eixos seriam os seguintes:
- Administração e Finanças Públicas;
- Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário;
- Dados, Tecnologia e Informação Pública;
- Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;
- Políticas Sociais; Justiça e Saúde;
- Setores Econômico, Infraestrutura e Regulação;
- Trabalho e Previdência;
- Nível intermediário.
Esses blocos temáticos foram definidos antes da confirmação dos órgãos e ministérios que participarão do CNU. Por isso, é possível que sejam alterados, já que muitos preferiram divulgar seus editais de forma isolada.
Veja lista de quem vai participar do CNU
Os 22 órgãos e ministérios confirmados no Concurso Nacional Unificado são os seguintes:
- AGU (Advocacia Geral da União) – 400 vagas;
- Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) – 40 vagas;
- Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) – 30 vagas;
- ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – 35 vagas;
- Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) – 502 vagas;
- IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – 895 vagas;
- Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) – 742 vagas;
- Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – 50 vagas.
- Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) – 80 vagas;
- Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) – 440 vagas;
- MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – 900 vagas;
- MS (Ministério da Saúde) – 220 vagas;
- MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) – 110 vagas;
- MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – 296 vagas;
- MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) – 130 vagas;
- MinC (Ministério da Cultura) – 50 vagas;
- MEC (Ministério da Educação) – 70 vagas para ATPS;
- MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) – 40 vagas;
- MPI (Ministério dos Povos Indígenas) – 30 vagas;
- MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) – 60 vagas;
- MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais – 1.480 vagas;
- Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) – 40 vagas.
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