A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, indicou que o governo federal deve ampliar significativamente as convocações do concurso PF, de 2025 A previsão é autorizar a nomeação de mais 1.500 excedentes, além das mil vagas já liberadas anteriormente.

A declaração foi feita nesta quinta-feira, dia 2, durante participação no programa “Bom Dia, Ministra”, do Canal Gov. Na ocasião, a ministra confirmou que o número supera o quantitativo inicialmente previsto.

“Temos muita gente da Polícia Federal que vai entrar, a gente já autorizou as mil, devemos autorizar em breve mais 1.500. Esse é um número novo da Polícia Federal, que, embora tenha sido vazado, ainda não foi dito”, afirmou a ministra.

De acordo com Dweck, a ampliação das convocações foi discutida diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria reforçado a importância de fortalecer a corporação.

“Essa semana o presidente Lula conversou comigo sobre a importância da gente valorizar a Polícia Federal e uma das formas é autorizando a chamada do concurso”, completou.

A ministra também detalhou o possível cronograma de nomeações na Polícia Federal, indicando que parte das convocações deve ocorrer de forma imediata, ainda em 2026.

“Então a gente deve chamar mais mil imediatamente, talvez mais 500 ainda esse ano. Então serão 2.500 pessoas para a Polícia Federal nesse mandato”, explicou.

Na prática, o quantitativo se aproxima do déficit apontado pela própria Polícia Federal, que vem alertando para a necessidade de recomposição do quadro de pessoal. Em ofício recente, a corporação solicitou o aproveitamento de até 1.508 aprovado, número que é equivalente às vacâncias atuais.

O pedido foi encaminhado após negativa inicial do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que havia barrado a convocação de 1.456 excedentes com base em restrições orçamentárias previstas na Lei Orçamentária Anual de 2026.

A PF sustenta que o concurso vigente dispõe de aprovados suficientes para suprir todas as vagas abertas, o que evitaria a necessidade de um novo edital no curto prazo.

Chamada de excedentes zera déficit na corporação

Caso a autorização para os 1.500 excedentes seja formalizada, a corporação poderá praticamente zerar o déficit atual de servidores. Ainda assim, a efetivação das nomeações depende de atos administrativos do governo federal.

Como o quantitativo supera o limite legal de 25% de convocação de excedentes, será necessária a edição de um decreto presidencial para viabilizar a medida. Somente após essa etapa as nomeações poderão ser oficializadas.

Apesar disso, a sinalização de Esther Dweck é, até o momento, o indicativo mais consistente de ampliação das convocações no concurso da Polícia Federal.

Aberto em 2025, o certame ofertou mil vagas imediatas, distribuídas pelos cargos de delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista, todos com exigência de nível superior.

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Desde então, a instituição tem defendido a ampliação do efetivo diante do elevado número de vacâncias e do aumento das demandas operacionais. Atualmente, a Polícia Federal conta com cerca de 15 mil servidores, entre policiais e administrativos, número considerado insuficiente pela direção-geral.

O diretor da corporação, Andrei Rodrigues, já havia manifestado a intenção de ampliar o número de nomeações no atual concurso, com a meta de alcançar o preenchimento integral do quadro previsto.

Estudos da Academia Nacional de Polícia também indicam capacidade para formação de até 2 mil novos alunos entre 2026 e 2027, o que reforça a viabilidade de novas convocações, inclusive de excedentes.

Neste primeiro momento, no entanto, os cursos de formação devem contemplar apenas os candidatos classificados dentro das vagas imediatas, enquanto novas chamadas seguem condicionadas à autorização do governo.

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