A abertura de um concurso público para agente administrativo e demais carreiras da área de apoio da Polícia Federal está cada vez mais iminente, segundo revelou o diretor-geral da corporação, Anderson Pereira dos Santos. No documento enviado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, o diretor-geral afirmou o seguinte:
“Considerando a iminência da realização de concurso público para provimento de cargos do Plano Especial de Cargos da Policial Federal (PEC/PF), a COREC/DGP/PF iniciou, por meio do Processo SEI 08200.009682/2023-76, o planejamento do próximo processo seletivo do órgão, com a realização de estudos visando a atualização do perfil dos servidores administrativos".
O diretor-geral da Polícia Federal solicitou ainda a inclusão da investigação social na fase de avaliação do próximo concurso PF para a área administrativa da corporação, que é uma etapa muito comum em concursos da área de segurança pública.
Ele justifica que essa medida é fundamental para a segurança das operações do órgão e que irá ajudar a evitar problemas de servidores envolvidos em situações criminosas, devido ao vazamento de informações, como aconteceu em 2012, quando um servidor foi afastado por passar informações de dentro da corporação para esquema criminoso de jogo de bicho:
“Quando instituída a Lei 10.682, de 28, de maio de 2003, não levou-se em consideração que os cargos que estavam sendo criados seriam postos de trabalho vinculados diretamente às atividades da Policia Federal, que exige seleção diferenciada em virtude das informações sensíveis e sigilosas atribuídas ao órgão policial”, afirmou o diretor-geral da corporação.
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Toda essa movimentação interna da Polícia Federal se direciona para colocar na praça o próximo concurso público para a área administrativa o mais rápido possível. No entanto, a corporação só poderá efetivamente abri-lo quando o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos autorizarem o pedido enviado neste mês por 734 vagas para o Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (PECPF).
A maior parte dessas vagas solicitadas serão para o cargo de agente administrativo – são 559 oportunidades de trabalho para candidatos com nível médio de escolaridade. As outras 175 vagas se distribuem entre várias carreiras destinadas a quem já é graduado:
- Administrador - 26 vagas;
- Arquivista - nove;
- Assistente social - 13;
- Bibliotecário – uma;
- Contador - nove;
- Economista - três;
- Enfermeiro - três;
- Estatístico - quatro;
- Farmacêutico - duas;
- Médico - 70;
- Nutricionista - uma;
- Odontólogo (30 horas) - uma;
- Odontólogo (40 horas) - 11;
- Psicólogo - seis;
- Técnico em assuntos educacionais - 13;
- Técnico em comunicação social - três.
Esse quantitativo é maior que do que as 677 vagas que haviam sido solicitadas pela Polícia Federal no ano passado.
O diretor-geral do órgão justifica que a realização desse concurso é necessária devido ao aumento da demanda de seus serviços não apenas em decorrência do crescimento populacional, mas também em razão da necessidade de repressão a crimes mais complexos e até mesmo ampliação de suas atribuições, o que, naturalmente, exige o aumento proporcional do seu efetivo.
Anderson Pereira dos Santos acredita ainda que o aumento nos pedidos por aposentadorias nos cargos técnico-administrativos e o fato desta área estar ter realizado o último concurso há quase dez, pode favorecer a inclusão desse concurso no segundo pacote de autorizações, prometido pela ministra Esther Dweck ainda neste primeiro semestre. A intenção da corporação é empossar os aprovados no concurso PF Administrativo já em 2024.
Após o reajuste salarial de 9%, sancionado pelo Presidente Lula no fim de abril, os novos agentes administrativos irão receber remuneração mensal de R$5.115,88, enquanto os selecionados nos cargos de nível superior terão ganhos na casa de R$8.384,87.
Eles também terão direito ao novo auxílio-alimentação, de R$658. Porém, a PF ainda não confirmou se essa será mesma a remuneração dada aos servidores técnico-administrativos.
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