O edital do concurso MPU já pode ser publicado. Isso porque nesta quinta-feira, dia 10 de outubro, foi assinado o contrato com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora que ficará à frente da nova seleção.
Esse era o último entrave para a divulgação do edital para as carreiras de técnico e analista do Ministério Público da União, que segue previsto para ser divulgado ainda este mês.
Além da confirmação da FGV como organizadora do novo concurso MPU, também já foi divulgado o projeto básico do edital. E, segundo esse documento, o edital está programado para ser publicado em outubro. Confira o cronograma previsto:
Conforme demonstrado na tabela acima, as provas estão previstas para novembro. No entanto, o órgão precisa respeitar a norma que determina a aplicação das provas 60 dias após a publicação do edital.
Assim, com a liberação do edital em outubro, as provas só poderão ser realizadas em dezembro.
A Fundação Getúlio Vargas também divulgou que as as provas serão aplicadas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Além disso, a FGV detalhou quais serão as etapas do concurso MPU:
Técnico do MPU (todas as especialidades)
- Prova Objetiva: 80 questões, sendo 30 questões de Conhecimentos Gerais e 50 de Conhecimentos Específicos; e
- Prova Escrita: redação de até 30 linhas.
Analista do MPU (todas as especialidades)
- Prova Objetiva: 80 questões, sendo 30 questões de Conhecimentos Gerais e 50 de Conhecimentos Específicos; e
- Prova Escrita: redação de até 30 linhas.
Confira as especialidades dos cargos confirmados
O concurso MPU deverá abranger todas as especialidades das carreiras de técnico e analista. São elas:
TÉCNICO
- Administração;
- Controle Interno;
- Edificação;
- Enfermagem;
- Laboratório;
- Orçamento;
- Saúde;
- Saúde Bucal;
- Segurança Institucional e Transporte (atualmente Polícia Institucional do MPU);
- Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
ANALISTA
- Arquivologia;
- Atuarial;
- Biblioteconomia;
- Cardiologia;
- Clínica Médica;
- Comunicação Social;
- Dermatologia;
- Desenvolvimento de Sistemas;
- Direito;
- Educação;
- Endocrinologia;
- Enfermagem;
- Estatística;
- Farmácia/Bioquímica;
- Gestão Pública;
- Ginecologia;
- Nutrição;
- Odontologia;
- Oftalmologia;
- Pediatria;
- Perito em Antropologia;
- Perito em Arqueologia;
- Perito em Arquitetura;
- Perito em Biologia;
- Perito em Contabilidade;
- Perito em Economia;
- Perito em Engenharias;
- Perito em Geografia;
- Perito em Geologia;
- Perito em Medicina do Trabalho;
- Perito em Oceanografia;
- Perito em Tecnologia da Informação e Comunicação;
- Planejamento e Orçamento;
- Psicologia;
- Psiquiatria;
- Serviço Social;
- Suporte e Infraestrutura.
As carreiras de técnico da área administrativa e técnico da policial institucional (antigo técnico do MPU/Segurança Institucional) deverão exigir dos candidatos nível superior em qualquer área.
A oferta do concurso MPU ainda não foi revelada, mas a expectativa é de que o edital traga uma amplo quantitativo de vagas em função do grande déficit de pessoal e de aposentadoras previstas (quase 1.500).
As remunerações iniciais são de R$9.922,76, para técnico, e de R$15.387,86, para analista. Os valores já incluem gratificações e o auxílio-alimentação, de R$1.393,10.
As vagas do concurso deverão ser distribuídas pelos quatro ramos que compõem o MPU. São eles: Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Militar (MPM) e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Via de regra, o MPF e o MPT são os ramos que costumam contar com a maior oferta de vagas do concurso MPU. Normalmente, o certame também oferece oportunidades para todos os estados, além do Distrito Federal.
Técnico pode voltar a exigir nível médio
As carreiras de técnico e analista exigem nível superior, conforme a Lei 14.591/2023. No entanto, o procurador-geral da República ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto deste ano, questionando a legalidade da lei.
A Lei 14.591/2023 alterou de nível médio para nível superior a escolaridade do técnico. Na ADI, o procurador-geral da República alega que houve um vício de iniciativa, pois a competência de alterar requisitos desta carreira é do chefe do MPU. Entretanto, tal mudança aconteceu por uma emenda parlamentar, durante discussão, no Congresso Nacional, do projeto que originou a lei.
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Paulo Gonet destaca ainda, na ADI, falta de pertinência temática, já que, originalmente, o projeto de lei que alterou a escolaridade não tratava inicialmente do assunto, mas apenas da transformação de cargos vagos de analista em procurador de Justiça Militar, promotor de Justiça Militar e em comissão. Não havia nenhum item específico que tratasse sobre os requisitos da carreira de técnico.
Na ADI, o procurador-geral da República pede ao STF agilidade no julgamento da ADI, citando inclusive a realização do concurso MPU. No entanto, ele requer ainda uma medida cautelar suspensa a eficácia da Lei 14.591/2023, reestabelecendo de imediato o retorno do nível médio para ingresso na carreira de técnico.
Os aprovados e classificados no novo concurso MPU são contratados pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego, após três anos de estágio probatório.
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