O governo federal autorizou, nesta segunda-feira, 10 de agosto, a nomeação de 45 candidatos remanescentes do concurso AFT para o cargo de auditor-fiscal do trabalho. Os aprovados participaram da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e concluíram a segunda turma do curso de formação.
Com a nova autorização, o Executivo Federal alcança o total de 900 vagas originalmente previstas para a carreira no CNU.
Os candidatos que integram essa etapa avançaram no processo seletivo após a primeira convocação e foram chamados para participar de uma nova turma do curso de formação. Com a conclusão dessa fase e a posterior homologação do resultado, os aprovados ficaram aptos a seguir para a nomeação.
A partir da autorização, serão realizados os procedimentos necessários para a publicação dos atos de nomeação, posse e entrada em exercício dos novos servidores.
A convocação dos candidatos remanescentes ocorreu após o preenchimento inicial de parte das vagas oferecidas no concurso AFT.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) promoveu, em abril de 2026, uma segunda turma do curso de formação destinada aos candidatos remanescentes. O período de matrícula ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, e as atividades começaram em 4 de maio.
A participação no curso de formação é obrigatória para o ingresso no cargo de auditor-fiscal do trabalho e possui caráter eliminatório.
O resultado definitivo dessa segunda turma foi divulgado em junho. Na sequência, o governo federal homologou a relação dos candidatos aprovados. O ato de homologação foi publicado em 1º de julho, contendo a classificação dos participantes considerados aptos após a conclusão da etapa.
Agora, com a autorização das 45 nomeações, esses candidatos poderão ser oficialmente convocados para assumir os cargos.
Primeira convocação teve 855 aprovados
A maior parte das vagas previstas para o concurso AFT já havia sido preenchida anteriormente. Em setembro de 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a nomeação de 855 candidatos aprovados para auditor-fiscal do trabalho na primeira edição do CNU.
A posse dos novos servidores ocorreu em dezembro do mesmo ano. De acordo com o governo federal, a chegada desse grupo representou a maior renovação do quadro da Inspeção do Trabalho em mais de dez anos.
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Como o edital previa 900 oportunidades para a carreira, permaneceram 45 vagas a serem preenchidas. A autorização publicada nesta segunda-feira, 10, corresponde justamente a esse quantitativo.
Dessa forma, a nova medida completa o número de vagas inicialmente estabelecido para auditor-fiscal do trabalho no concurso.
Concurso AFT teve 900 vagas no CNU
A carreira de auditor-fiscal do trabalho foi contemplada no Bloco 4 da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado. Ao todo, foram disponibilizadas 900 vagas. Para concorrer ao cargo, foi exigido diploma de nível superior em qualquer área de formação.
O processo seletivo contou com provas objetivas e discursivas, além do curso de formação, etapa obrigatória e de caráter eliminatório.
Entre as atribuições do auditor-fiscal do trabalho estão atividades de fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista. O cargo também atua em ações de combate a práticas como trabalho escravo e trabalho infantil, além da apuração de irregularidades nas relações de trabalho.
A remuneração inicial atualmente é de R$22.921,71. Com a progressão na carreira, os valores podem ultrapassar R$32 mil, conforme a estrutura remuneratória federal vigente desde abril de 2026.
Com a autorização das 45 nomeações, a expectativa agora é pela publicação dos respectivos atos e pelas orientações do Ministério do Trabalho e Emprego quanto aos procedimentos para posse, exercício e lotação dos novos auditores-fiscais do trabalho.
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