Foi publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira, dia 7 de março, a homologação do resultado final do Concurso Nacional Unificado (CNU), para os cargos que não têm curso de formação profissional.
Além disso, a Fundação Cesgranrio (organizadora) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou a lista dos classificados e convocados para matrícula em curso de formação e em lista de espera.
VEJA HOMOLOGAÇÃO E LISTA DE CLASSIFICADOS PARA O CURSO DE FORMAÇÃO
Para os cargos que não têm curso de formação, a chamada dos aprovados deverá acontecer muito em breve, tão logo o orçamento da União para 2025 seja aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente Lula.
A tendência é que a convocação aconteça em abril ou maio, como prevê a ministra do MGI, Esther Dweck. "Em breve começaremos a chamar as novas servidoras e servidores, dando mais um passo importante no projeto de transformar o Estado para entregar mais e melhores serviços públicos. Servidores preparados são a base de boas entregas para a população”, disse.
Não há uma data exata para a homologação do CNU para os cargos que terão curso de formação, que acontecerão em Brasília, exceto para especialista em regulação de saúde complementar, da Agência Nacional de Saúde, cuja formação será no Rio de Janeiro.
O CNU, que reuniu 2,1 milhões de candidatos, ofereceu 6.640 vagas em diversos cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, abrangendo dezenas de órgãos e ministérios. As provas foram aplicadas em 228 cidades do país.
CNU: 2ª edição está confirmada
Com a homologação do concurso, cresce agora a expectativa pela realização da segunda edição do CNU, já confirmado pelo MGI. A previsão é de que o edital seja divulgado ainda neste mês de março, porém é possível que ocorra um atraso. As provas estão previstas para agosto, segundo Esther Dweck.
Após a ministra da Gestão ter confirmado que o governo federal realizará a 2ª edição do CNU, o chamado “Enem dos Concursos”, o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Junior, deu declaração à imprensa que o certame poderá trazer oferta entre 3 mil e 3.500 vagas.
Ele deixou claro que esse quantitativo é apenas uma estimativa, já que depende ainda da aprovação do Orçamento da União por parte do Congresso Nacional, que permitirá que o governo autorize novos concursos este ano.
As vagas para 2025 se somarão às que já foram autorizadas no ano passado para diversos órgãos, fazendo com que esse quantitativo possa chegar a até 3.500 vagas.
"Está em aberto um conjunto de vagas que estão previstas de serem autorizadas em 2025, no Orçamento que não foi aprovado ainda. Tudo somado, a gente acredita que pode conseguir reunir algo como 3 mil, 3.500 vagas para realizar uma segunda edição do concurso unificado", informou o secretário de Gestão de Pessoas do MGI.
Embora o número de vagas e a lista completa de órgãos participantes ainda não tenha sido divulgada, algumas instituições que já receberam autorização para abrir concursos confirmaram sua adesão ao CNU deste ano. São elas:
- Fundação Biblioteca Nacional – 14 vagas;
- Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) – 20 vagas;
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) – dez vagas;
- Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – 28 vagas;
- Ministério da Fazenda – 30 vagas;
- Fundação Cultural Palmares – dez vagas.
O Ministério da Saúde, por sua vez, informou que está avaliando a possibilidade de participar do concurso, sendo que a pasta possui autorização para preencher até 319 vagas efetivas.
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A ministra Esther Dweck também destacou que duas novas carreiras transversais do governo federal estarão presentes no CNU 2025:
- Analista técnico de justiça e defesa;
- Analista técnico de desenvolvimento socioeconômico.
Essas vagas exigem nível superior e oferecem salários iniciais aproximados de R$9 mil. Entretanto, os concursos para essas carreiras ainda dependem da autorização após a aprovação do Orçamento deste ano pelo Congresso Nacional.
Além disso, a carreira de analista-técnico administrativo (ATA), já com autorização para 28 vagas, também fará parte da seleção.
É importante observar que outros órgãos que receberão autorização para novos concursos em 2025 podem ainda manifestar interesse em integrar o CNU deste ano.
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