Tudo indica que o governo federal pretende mesmo realizar um novo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Nesta segunda-feira, dia 30 de setembro, foi publicada a Portaria 11.457, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), nomeando Denise Maria Neumann, a partir de 1º de outubro, para realizar o acompanhamento e a avaliação da implementação do CNU, além de planejar novas edições.
Em agosto, a ministra da Gestão, Esther Dweck, havia informado que a realização ou não da 2ª edição do ‘Enem dos Concursos’ seria feita após uma avaliação dos efeitos positivos e o custo-benefício do primeiro CNU, o que acontecerá agora com a nomeação da servidora Denise Maria Neumann.
Eshter Dweck quer definir, até dezembro, se um novo CNU será aberto ou não em 2025. Caso a decisão seja positiva, o objetivo é realizá-lo em março.
"A nossa análise é de que o ideal, se houver uma prova no ano que vem, seja em agosto. Por vários motivos, até por ser um ano depois da primeira edição. Achávamos que maio seria um mês tranquilo do ponto de vista climático, mas descobrimos que agosto é o melhor mês para o Brasil inteiro nesse aspecto", disse a ministra da Gestão, há algumas semanas.
Um dos pontos que será avaliado é a estrutura das provas, que foram aplicadas em dois turnos. Segundo a ministra, muitos candidatos relataram dificuldades com o tempo disponível para concluir as questões objetivas e discursivas, levando o governo a reavaliar o balanceamento entre as provas da manhã e da tarde.
Dweck explicou que, embora o tempo de prova tenha sido o mesmo para todos os candidatos, o governo está atento às críticas e estudará possíveis ajustes para melhorar a experiência dos concorrentes.
"Muita gente questionou. Isso é uma coisa que a gente vai avaliar. Mas, lembrando, isso é uma questão isonômica. Foi para todo mundo igual. Então, se o tempo estava mal balanceado entre a manhã e à tarde, foi para todo mundo. Todo mundo vai ser afetado por isso e tende a não afetar o resultado final do concurso", afirmou a ministra.
Mais 1.500 vagas já foram autorizadas este ano
Este ano, o MGI já autorizou a abertura de dez concursos, totalizando 1.555 vagas. Veja seguir:
- Agência Espacial Brasileira (AEB) – 30 vagas;
- Agência Nacional de Mineração (ANM) – 220 vagas;
- Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) – 150 vagas;
- Fundação Joaquim Nabuco (FJB) – 20 vagas;
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – 460 vagas;
- Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) –350 vagas;
- Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) – 20 vagas;
- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – 55 vagas;
- Ministério da Previdência Social (MPS) – 175 vagas;
- Superintendência de Seguros Privados (Susep) – 75 vagas.
Parte desses órgãos e ministérios realizará concurso de forma isolada, sem esperar pelo governo sobre uma decisão em torna da realização de um novo CNU.
No entanto, o governo federal já sinalizou que pretende autorizar, ainda este ano, outras 1.729 vagas para diversos outros órgãos e ministérios.
Alguns órgãos que poderão ter concurso autorizado pelo MGI ainda este ano são os seguintes:
- Fundação Biblioteca Nacional – 14 vagas;
- Fundação Casa de Rui Barbosa – dez vagas;
- Fundação Cultural Palmares – 24 vagas;
- Fundação Nacional de Artes – 28 vagas;
- Instituto Benjamin Constant – 15 vagas;
- Instituto Brasileiro de Museus – 28 vagas;
- Ministério das Relações Exteriores – 50 vagas;
- Polícia Federal (área administrativa) – 185 vagas.
Esses oito órgãos somam um total de 354 vagas. Ou seja, há ainda outras 1.375 que deverão ser autorizadas pelo governo federal até dezembro, abrangendo várias outras instituições não informadas.
Se realmente se confirmarem a liberação de outras 1.729 vagas, o governo federal chegará ao total de 3.284 vagas em diversos cargos. Boa parte dessas oportunidades poderá ser preenchida por uma segunda edição do Concurso Unificado.
Vale lembrar que a adesão ao CNU não é obrigatória. Cada órgão e ministério poderá optar ou não participar do Concurso Unificado, que poderá ser aberto em março.
Para todos esses concursos federais, as contratações ocorrerão pelo regime estatutário (garantia de estabilidade).
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