Após a contratação da Fundação Getulio Vargas (FGV) como organizadora, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) deu mais um passo rumo à abertura da 2a edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Foi publicada nesta terça-feira, dia 24, no Diário Oficial da União, a portaria que a Comissão de Governança do certame.

VEJA PORTARIA QUE CRIA A COMISSÃO DE GOVERNANÇA

A comissão é formada por integrantes do MGI, Advocacia Geral da União (AGU), Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Veja a seguir a lista dos integrantes da Comissão de Governança do CNU 2025:

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

* Titular – Regina Coeli Moreira Camargo, responsável pela coordenação da Comissão;
* Suplente – Cristina Kiomi Mori.

Advocacia-Geral da União (AGU)

* Titular – Gabriel Leão Cabral;
* Suplente – Luana Focetola Regazone.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom)

* Titular – Marcia Luiza de Araujo e Souza;
* Suplente – Fábio Lúcio Koleski.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

* Titular – Manuel Fernando Palácios da Cunha e Melo;
* Suplente – Isabel Cristina Silva Chagas.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
* Titular –
Fernando Gaiger Silveira;
* Suplente – Alexandre dos Santos Cunha.

Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap)

* Titular – Alexandre de Ávila Gomide;
* Suplente – Lincoln Moreira Jorge Junior.

A criação da Comissão de Governança do CNU 2025 deve ser um dos últimos passos rumo à divulgação do edital, que está programado para ser publicado em julho. 

Com base no cronograma divulgado pelo MGI, as provas objetivas e discursivas estão programadas para outubro e dezembro, respectivamente. Veja a seguir o calendário previsto:

  • Edital e inscrições – julho/2025;
  • Prova objetiva – 5 de outubro de 2025, à tarde;
  • Prova discursiva para os habilitados na 1ª fase – 7 de dezembro de 2025;
  • Divulgação dos resultados – fevereiro/2026.

Oferta prevista é de 3.652 vagas em diversos cargos

O CNU 2025 trará oferta de 3.652 vagas, sendo 508 para cargos dos níveis médio e médio/técnico e 3.144 para funções de nível superior, abrangendo mais de 30 órgãos. As remunerações iniciais deverão chegar à casa dos R$16 mil.

A nova edição do CNU trará algumas mudanças em sua estrutura, comparado ao certame anterior: as 3.652 vagas serão distribuídas por nove blocos temáticos — um a mais em relação à 1a edição. Essa ampliação se deve à criação de dois blocos específicos para cargos dos níveis médio e médio/técnico.

No que tange aos blocos para os cargos dos níveis médio e médio/técnico, um deverá abranger vagas para a área de Saúde e outro as oportunidades para as agências reguladoras.

Mantendo a lógica da edição anterior, o Concurso Nacional Unificado terá apenas um edital, acompanhado por nove anexos — um para cada bloco temático, cujos nomes e áreas específicas ainda serão informados.

Será possível concorrer a diversos cargos e órgãos, porém dentro de um único bloco temático (definição da lista de preferência), assim como aconteceu na 1a edição do CNU. A maior parte das oportunidades será para Brasília, mas estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Pará também serão contemplados. 

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Veja a seguir a distribuição das vagas do CNU por órgãos, autarquias e cargos:

VAGAS IMEDIATAS

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

  • Analista do seguro social – 300 vagas (nível superior).

Escola Nacional de Administração Pública (Enap)

  • Técnico em Assuntos Educacionais – 21 vagas (nível superior).

Fundação Biblioteca Nacional (FBN)

  • Analista de Administração II – três vagas (nível superior);
  • Técnico em Documentação I – 11 vagas (nível superior).

Fundação Cultural Palmares (FCP)

  • Pesquisador – dez vagas (nível superior);

Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj)

  • Pesquisador – 20 vagas (nível superior);

Fundação Nacional das Artes (Funarte)

  • Administração e Planejamento – 13 vagas (nível superior);
  • Técnico em Assuntos Educacionais – 15 vagas (nível superior).

Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)

  • Analista I – 13 vagas (nível superior);
  • Técnico III – 15 vagas (nível superior).

Ministério da Fazenda (MF)

  • Arquiteto – duas vagas (nível superior);
  • Contador – 25 vagas (nível superior);
  • Engenheiro – três vagas (nível superior).

Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR)

  • Engenheiro – dez vagas (nível superior).

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

  • Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico – 250 vagas (nível superior);
  • Analista Técnico de Defesa e Justiça – 250 vagas(nível superior).

Ministério da Saúde - Instituto Nacional de Câncer (Inca)

  • Pesquisador (Adjunto I) – quatro vagas (nível superior);
  • Pesquisador (Assistente de Pesquisa I) – duas vagas (nível superior);
  • Técnico I – 54 vagas (nível médio);
  • Analista em Ciência e Tecnologia Júnior – 24 vagas (nível superior).

Ministério da Saúde - Instituto Nacional de Cardiologia (INC)

  • Biólogo – uma vaga (nível superior);
  • Enfermeiro – 17 vagas (nível superior);
  • Farmacêutico – duas vagas (nível superior);
  • Farmacêutico Bioquímico – duas vagas (nível superior);
  • Fisioterapeuta – sete vagas (nível superior);
  • Fonoaudiólogo – duas vagas (nível superior);
  • Médico – 14 vagas (nível superior);
  • Nutricionista – duas vagas (nível superior);
  • Técnico de Enfermagem – 19 vagas (nível médio);
  • Técnico em Radiologia – quatro vagas (nível médio);
  • Terapeuta Ocupacional – quatro vagas (nível superior);
  • Contador – uma vaga (nível superior).

Ministério da Saúde - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into)

  • Assistente Social – uma vaga (nível superior);
  • Biólogo – duas vagas (nível superior);
  • Enfermeiro – cinco vagas (nível superior);
  • Fisioterapeuta – 22 vagas (nível superior);
  • Fonoaudiólogo – duas vagas (nível superior);
  • Médico – 24 vagas (nível superior);
  • Psicólogo – duas vagas (nível superior);
  • Técnico de Enfermagem – 28 vagas (nível médio);
  • Técnico em Radiologia – cinco vagas (nível médio);
  • Terapeuta Ocupacional – duas vagas (nível superior);
  • Contador – uma vaga (nível superior).

Ministério da Saúde - Instituto Evandro Chagas (IEC)

  • Analista de Gestão em Pesquisa e Investigação Biomédica – 17 vagas (nível superior);
  • Tecnologista em Pesquisa e Investigação Biomédica – uma vaga (nível superior);
  • Pesquisador em Saúde Pública – dez vagas (nível superior);
  • Técnico em Pesquisa e Investigação Biomédica – dez vagas (nível médio).

Ministério da Saúde - Centro Nacional de Primatas (Cenp)

  • Analista de Gestão em Pesquisa e Investigação Biomédica – seis vagas (nível superior);
  • Tecnologista em Pesquisa e Investigação Biomédica – uma vaga (nível superior);
  • Pesquisador em Saúde Pública – três vagas (nível superior);
  • Técnico em Pesquisa e Investigação Biomédica – 18 vagas (nível médio).

Agência Nacional do Cinema (Ancine)

  • Especialista em Regulação da Atividade Cinematográfica e Audiovisual – dez vagas (nível superior);
  • Técnico em Regulação da Atividade Cinematográfica e Audiovisual – dez vagas (nível médio).

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

  • Especialista em Geologia e Geofísica do Petróleo e Gás Natural – 15 vagas (nível superior);
  • Especialista em Regulação de Petróleo e Derivados, Álcool Combustível e Gás Natural – 35 vagas (nível superior);
  • Técnico em Regulação de Petróleo e Derivados, Álcool Combustível e Gás Natural – 16 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

  • Técnico em Regulação de Aviação Civil – 70 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

  • Técnico em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações – 50 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Mineração (ANM)

  • Técnico em Atividades de Mineração – 80 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

  • Técnico em Regulação de Saúde Suplementar – 20 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)

  • Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários – 30 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

  • Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres – 50 vagas (nível médio).

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

  • Técnico em Regulação e Vigilância Sanitária – 14 vagas (nível médio).

Imprensa Nacional (IN)

  • Engenheiro – quatro vagas (nível superior);
  • Técnico em Comunicação Social – dez vagas (nível superior).

Ministério das Cidades (MCID)

  • Arquiteto – três vagas (nível superior);
  • Contador – duas vagas (nível superior);
  • Engenheiro – dez vagas (nível superior).

Comando da Aeronáutica

  • Pesquisador – 35 vagas (nível superior);
  • Tecnologista – 50 vagas (nível superior);
  • Contador – cinco vagas (nível superior).

Comando do Exército

  • Analista de Tecnologia Militar – uma vaga (nível superior);
  • Engenheiro de Tecnologia Militar – cinco vagas (nível superior);
  • Assistente Social – cinco vagas (nível superior);
  • Enfermeiro – 30 vagas (nível superior);
  • Médico – dez vagas (nível superior);
  • Nutricionista – cinco vagas (nível superior);
  • Psicólogo – cinco vagas (nível superior);
  • Pesquisador – 20 vagas (nível superior);
  • Tecnologista – 50 vagas (nível superior).

Comando da Marinha

  • Enfermeiro – cinco vagas (nível superior);
  • Médico – 65 vagas (nível superior);
  • Técnico em Comunicação Social – cinco vagas (nível superior);
  • Analista de Tecnologia Militar – duas vagas (nível superior);
  • Engenheiro de Tecnologia Militar – 20 vagas (nível superior);
  • Pesquisador – dez vagas (nível superior);
  • Tecnologista – 33 vagas (nível superior).

Hospital das Forças Armadas (HFA)

  • Especialista em Atividades Hospitalares – 50 vagas (nível superior);
  • Médico – 50 vagas (nível superior);
  • Técnico em Atividades Médico-Hospitalares – 30 vagas (nível médio).

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

  • Contador – quatro vagas (nível superior);
  • Engenheiro Agrônomo – 60 vagas (nível superior);

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

  • Analista I – 33 vagas (nível superior);
  • Técnico I – 27 vagas (nível superior).

Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)

  • Arquiteto – uma vaga (nível superior);
  • Contador – uma vaga (nível superior);
  • Engenheiro – 30 vagas (nível superior);
  • Estatístico – uma vaga (nível superior).

Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro)

  • Analista em Ciência e Tecnologia – 15 vagas (nível superior);
  • Pesquisador – dez vagas (nível superior);
  • Tecnologista – 40 vagas (nível superior).

Ministério do Turismo (MTur)

  • Arquiteto – uma vaga (nível superior);
  • Engenheiro – duas vagas (nível superior);
  • Estatístico – três vagas (nível superior);
  • Contador – duas vagas (nível superior).

Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI)

  • Pesquisador – cinco vagas (nível superior);
  • Tecnologista – 27 vagas (nível superior);
  • Analista em Ciência e Tecnologia – 18 vagas (nível superior).

VAGAS DE CADASTRO DE RESERVA (PROVIMENTO DE CURTO PRAZO)

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

  • Analista Técnico-Administrativo – mil vagas (nível superior);
  • Assistente Social – 80 vagas (nível superior);
  • Médico – 80 vagas (nível superior);
  • Psicólogo – 12 vagas (nível superior).

Provas em 5 de outubro e 7 de dezembro

As provas deverão ser aplicadas em 228 cidades do país, abrangendo as cinco regiões do Brasil. A novidade é que, desta vez, as avaliações objetivas e discursivas serão aplicadas em datas diferentes. A previsão é que elas ocorram nos dias 5 de outubro (turno da tarde) e 7 de dezembro, respectivamente.

Só farão a segunda aqueles que forem aprovado na primeira, dentro do limite de nove vezes a oferta de vagas por cargo, tanto para ampla concorrência quanto para o CR.

A ministra Esther Dweck explicou que a decisão de separar a data de aplicação das provas objetivas e discursivas foi uma medida estratégica com base na experiência vivida na primeira edição do CNU.

"A gente queria ter uma prova discursiva mais longa e também ter mais questões na prova objetiva. Na nossa visão, isso vai ajudar na seleção das pessoas", justificou a ministra, destacando que os futuros candidatos do CNU 2025 podem tomar como referência de estudos o conteúdo programático da primeira edição.

Os aprovados nesta nova edição do chamado ‘Enem dos Concursos’ serão contratados pelo regime estatutário (garantia de estabilidade).

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